sábado, 9 de julho de 2011

HOMENAGEM DO POETA FLÁVIO DANTAS AO SENHOR ANTÔNIO VIERA SOBRINHO

         '' Nego Vieira, Mais um poeta no céu ''

O Poeta tá presente
Nesse tempo de oração,
Trazendo na sua rima
Um pouco de recordação,
De um homem que partiu
Para outra dimensão

Falo de Nego Vieira
que nasceu em Coronel
E hoje fazem sete dias
Que nos deixou, foi ao Céu,
Com certeza na Cultura
Ele foi um menestrel.

No verso vem o relato
Desse grande agricultor
Que plantando ou vendendo
Sempre foi trabalhador,
Além de ser um poeta
E muitas vezes canto.

Seu nome Antônio Vieira
Sobrinho pra completar,
Filho de José Vieira
A Dona Sebastiana a lhe amar,
Que lhe criaram com carinho
Sem ele nunca reclama.

Foi na gruta dos Vieiras
Município de Coronel,
Que esse homem nasceu
Hoje lembrando em cordel,
Com certeza os amigos
Pra tiram o chapéu.

Esse filho de Coronel
Veio morar em Jaçanã,
E pelo charme conquistava
Com certeza uma fã,
Para ser sua esposa
Nossa querida Miriam.

O nosso Nego Vieira
Trabalhou com o sisal,
Também foi comerciante
Com uma conversa legal,
Fosse cereais ou castanha
Num trabalho semanal.

Ele tinha pouco estudo,
Mais tinha conhecimento,
Nas feiras de Picuí
Que recordo no momento,
Guarabira e Remigio
E Cuité sem sofrimento.

No governo José Abdias
Foi suplente de vereador,
Cargo depois assumido
Por Miriam, seu amor,
Mais um exemplo de homem
Que conquistou seu valor

Ele também admirava
A literatura de cordel,
Sendo também um poeta
Na cultura, um menestrel,
Eu vi ele declarar
E tirei o chapéu

No final de suas tardes
Com amigos se reunia,
Manoel Benedito e Preto
Estavam na companhia,
Também Paulo Fortunato
Em clima de alegria.

Como também Manoel Veado
Que pra ele era um amigão,
Além de outros amigos
Que citei na narração,
As prosas eram diversas
Tendo muita distração.

O Sábado era sagrado
Tinha que participar,
Do evento dos idosos
Pois adorava  dançar,
Subindo também no Palco
Muitas vezes a cantar.

Infelizmente um glaucoma
Limitou sua atividades,
Mas ele foi lutador
Ainda curtiu felicidades,
Conseguia se locomover
Indo à varias cidades.

Lembro que faz pouco tempo
Que foi lavado à Natal,
Aldina lhe esperava
Com a preocupação total,
Os outros filhos chegaram
Do Distrito Federal.

Se amor fosse o remédio
Eu não tinha feito essa narração,
Pois ele sobreviveria
Com tamanha atenção,
Entre os filhos e os netos
Nesse momento de aflição.

Fosse forte Nego Vieira
Na melhora acreditando,
Mas sua vida na terra
No domingo tava terminando,
E Miriam lá no Céu
Já tava te esperando.

Essa é a homenagem
Escrita de coração,
Poe seu amigo poeta
Que transpira inspiração,
E se assina Flávio Dantas
O Poeta do Povão.

Obs: Não foi publicado o cordel inteiro.

Um comentário:

  1. A família agradece pelo carinho.
    Aldina e família.

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